domingo, 3 de janeiro de 2021

Empoderadas 💪🏻🌸


 “Sempre me limitei a obedecer à minha natureza e não mereço elogios.Servi à revolução porque uma necessidade interna me obrigava a servir à causa da revolução”. (Clara Zetkin)


No dia 5 de julho de 1857, em Wierderau, na Alemanha, nascia Clara Josephine Eissener, aquela que ia se tornar a grande socialista, feminista e revolucionária Clara Zetkin.


Nascia aquela que vai lutar pela organização das “bruxas” operárias, para conquistar a igualdade econômica e social, a liberdade do jugo degradante das quatro paredes da casa, aquela que vai lutar contra o afastamento da mulher na produção e a naturalização de que a tarefa principal da reprodução da força de trabalho a custo zero seja relegado a mulher.


Pensemos em um período bastante distinto do nosso, num lugar mais distinto ainda. Os estudos não eram condições dadas a toda juventude da época. Só foi possível conseguir uma vaga em uma escola para professores na Saxônia, por influência do primeiro deputado socialista eleito na região, com o qual, sua mãe tinha contato.


Assim, Clara consegue ingressar na escola para formação de professores. Escola está, dirigida por Auguste Schmidt, uma feminista Alemã, educadora, jornalista que reivindicava os direitos das mulheres. Clara percebe pelos estudos, que esta é uma importante bandeira de luta, mas não basta. O feminismo é um começo e não um fim em si mesmo. Por isso, no momento em que Clara se torna socialista ela rompe com Auguste.


Na escola ela convive com a jovem russa chamada Bárbara, esta que se tornou sua grande amiga. Por esta convivência, Clara inicia sua participação num círculo de estudantes emigrados russos. Ali ela também conhece o pai de seus dois filhos, Ossip Zetkin, que já era socialista e foi seu companheiro de luta e camarada. Clara assume o sobrenome do seu companheiro, Zetkin, para garantir a nacionalidade para seus filhos.


Clara Zetkin Socialista e Feminista

Quando Clara Zetkin iniciou sua militância, ainda não existia a lei antissocialista imposta por Otto von Bismark, em 1878. Ela se torna socialista por influência do grupo de estudos e rompe a mentora da escola onde estudava e por isso não consegue o posto de professora. Contudo, foi justamente neste tempo, que pôde aprofundar ainda mais nos estudos e nas ideias socialistas.


Com a aprovação da lei antissocialista, a militância política se torna mais dura e perigosa. Por isso, ela precisou entrar na clandestinidade.


Clara Zetkin acreditava na libertação da mulher, em tempos que elas tinham seus corpos cobertos com vestidos longos e eram vistas como seres inferiores e invisibilizadas socialmente.


Seu marido foi exilado em Paris e ela muda-se para Zurique, com a tarefa de contribuir no jornal “O Socialdemocrata”, que em seguida também se torna clandestino. 


Conseguem imaginar ???


Pois bem ....


Hoje tantos anos depois muitas de nós ainda se sentem aprisionadas pelo preconceito e tabus da sociedade moderna que ainda está impregnada de olhares maldosos e preceitos ridículos ..

Vamos lá, muitas mulheres ainda ganham bem menos que os homens, muitas mães solteiras ainda criam seus filhos sozinhas sem nenhum apoio e suporte dos pais biológicos por que a lei é extremamente falha. Muitas mulheres ainda são vítimas de violência doméstica que acabam em tragédia. Eu me questiono até quando? 

Até quando vamos ver nossas irmãs passarem tantas batalhas e vamos nos calar?


Sabe quando isso muda ?



Quando você apoia uma amiga que decide estudar, quando você apoia uma amiga que decide ser uma microempreendedora, quando você cresce e apoia outras mulheres à crescerem. 


Vamos começar esse ano com essa reflexão e empoderadas e empoderando. 


Bjus de luz.


PRODUTIVIDADE X PROCRASTINAÇÃO

SAUDADE

 Há 8 anos eu morri  Há 8 anos a melhor parte de mim morreu  Há 8 anos tive que aprender a renascer a cada dia  Há 8 anos tive que aprender ...